FUNDADOR DO BLOG

FUNDADOR DO BLOG

José Edson Gordiano da Silva

Palavra do fundador do blog.

Partiu em mim um desejo ardente seguido de muitas preocupações em divulgar neste blog assuntos relacionado à Palavra de DEUS, tenho por finalidade ensinar tão somente a palavra revelada. Desde que, este desejo não surja e surta nenhuma preocupação a ninguém e nem as denominações, pois tenho como base levar às pessoas a verdadeira adoração a DEUS, independente de religião, doutrinas e manifestações espirituais, trazendo assuntos extraídos da própria bíblia, de fontes confiáveis e de homens de Deus.

Não quero trazer mensagens e pregações que levem as pessoas para outras dimensões, como assim tem acontecido, em uma autoexaltação, mas, procedente de um coração que procure glorificar a Deus em todas as suas ações; meu desejo é a conscientização básica e única na Palavra.

Não devemos deixar de crer unicamente na Palavra de Deus para crer supostamente em milagres e manifestações, revelações que não se comprovam na bíblia.

Sei que Deus pode falar para o homem através, da natureza, do tempo, da mente, do coração e através da revelação dos profetas de hoje, mas a única fonte confiável é a infalível Palavra de Deus. Esta minha preocupação é com a trasformção de vidas pelo poder de Sua Palavra.

Espero que este blog possa contribuir na preparação de vidas para o verdadeiro encontro com Jesus.

BÍBLIA A REVELAÇÃO DE DEUS

É freqüente o Velho Testamento afirmar que a existência e a história de Israel, como nação, e a sua religião como a Igreja, foram o resultado evidente da revelação divina. Deus revelou-Se na aliança efetuada com Abraão como seu Deus, comprometendo-Se a continuar essa aliança com a sua descendência (Gn 17). Foi assim que os conduziu do cativeiro para a Terra Prometida, transformando-os num povo que passou a servi-Lo (Êx 6.2-8; Êx 19.3-6; Sl 105.43-45). Deu-lhes a Sua “Lei” (torah, lit. “instrução”), e ensinou-lhes como deviam prestar-Lhe culto. Levantou uma série de intérpretes para lhes anunciarem “a Palavra do Senhor”. Vezes sem conta e em momentos decisivos da sua história, esse Deus demonstrou o completo domínio que possuía das circunstâncias, revelando o que por eles iria fazer antes do acontecimento (cfr. Is 48.3-7).

Israel tinha a consciência de ser o único povo a travar tais relações com Deus (Sl 147.19-20), para quem a religião significava precisamente o conhecimento de Jeová, e supunha a revelação do Mesmo na aliança que fizera. A não ser assim, os gentios cairiam na idolatria. A religião revelada de Israel iria reparar as blasfêmias proferidas por outra religião qualquer. Por isso, quando Deus Se manifestou a outras nações, com quem não tinha efetuado qualquer aliança, foi exclusivamente para os julgar pelos seus pecados (Êx 7.5; Ez 25.11,17; Ez 28.22-24).

O que o Velho Testamento supõe da Sua revelação é que não a considera total, perfeita, mas apenas preparatória para algo de maior. Os profetas anteviam aquele dia em que Deus iria revelar-Se de maneira mais prodigiosa com o aparecimento do Messias, que iria reunir o povo disperso e estabelecer o Seu reino entre os novos habitantes desse reino. Os céus e a terra renovar-se-iam (Is 45.17-25); seria transformada a religião de Israel; enfim, todas as nações veriam e compreenderiam a glória de Deus em Israel (Is 40.1-4; Ez 36.23). É o que dá a entender o fecho do Velho Testamento (Ml 4).

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A CRUCIFICAÇÃO DE CRISTO

A ETERNA CRUZ

A Cruz da História é somente a da Crucificação.

A Cruz é o que vem antes de tudo, inclusive da Crucificação.

O Cordeiro de Deus foi imolado antes da criação de qualquer criação.

Por essa mesma razão Aquele que tem o poder de “abrir o Livro e lhe desatar os selos” é o Leão de Judá, a Raiz de Davi, mas quando essas faces são procuradas por João —que antes chorava muito em desesperança (Ap 5:4-5)—, quem ele vê é um Cordeiro “como havia sido morto”.

Nós cristãos pensamos que nossa salvação veio do sofrimento de Jesus por nós!

Sofrimento não salva, apenas amargura e mata!

Nossa salvação não vem da Crucificação, mas da Cruz!

A Crucificação é um cenário!

A Cruz é o sacrifício eterno que teve na Crucificação apenas o seu cenário histórico!

Quando Paulo diz que só se gloriava na Cruz, ele não nos aponta um espetáculo histórico, o qual ele nunca nem perdeu tempo em “descrever” como evento martirizante e agonizante.

Para ele a Cruz era “o mistério outrora oculto e agora revelado” — com todas as implicações da Graça em nosso favor.

A Crucificação estava exposta às interpretação dos sentidos humanos: “Este era verdadeiramente Filho de Deus” — confessava o centurião, perplexo com o modo como Jesus morrera. Também reagia assustado diante do fato que a terra tremia enquanto a escuridade envolvia subitamente a tarde daquele dia.

A Cruz, todavia, é infinitamente maior que a Crucificação. O Sangue que purifica de todo pecado não um líquido; é uma oferta de amor perdoador que existiu como tal ainda antes que qualquer forma de sangue tivesse sido criada.

A Cruz é uma eterna decisão de Deus com Deus. O Sangue Eterno é a Decisão da Graça!

Na história, o sangue foi derramado para manifestar aquilo que em Deus já estava feito!

Jesus Consumou o que nEle já estava Consumado desde a eternidade!

Na Páscoa, portanto, celebra-se o cordeiro simbólico que aparece desde o Gênesis. Ganha rito instituído no Êxodo, é praticado durante séculos e tem sua Realização Histórica na Crucificação. A Cruz, no entanto, é o Fator Criador por trás de toda criação: o Cordeiro de Deus foi imolado antes da fundação do mundo!

Nessa consciência o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.

Por isso é que eu posso caminhar sem medo.

Não procurarei aquilo que faz sofrer e que é pecado. Mas também não vivo mais as fobias e neuroses do pecado.

É a certeza da Graça eterna aquilo que nos dá paz para viver na terra. Sem o êxodo da Crucificação apenas como cenário para a Cruz como bem eterno que garante paz com Deus e vida na terra, ninguém tem paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.

A Crucificação é o Cenário exterior!

A Cruz tem que ser a Realidade interior!

A Crucificação revela a maldade humana!

A Cruz revela a salvação de Deus!

Quem crê é Justificado e tem paz com Deus. Além disso, já passou da morte para a vida!

Caio Fabio

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A MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES E PEIXES

Do que Adiantam esses Poucos Pães e esses Poucos Peixes para Tantas Pessoas?

João 6:1-15

“Depois destas coisas Jesus atravessou o mar da Galiléia, que é o de Tiberíades, e grande multidão o seguia, porque tinham visto os sinais miraculosos que ele operava na cura dos  enfermos. Então Jesus subiu a um monte, e assentou-se ali com os seus discípulos. A páscoa, festa dos judeus, estava próxima. Jesus, erguendo os olhos e vendo uma grande multidão que se aproximava, disse a Filipe: Onde compraremos pão para toda esta gente comer? Ele perguntava isto somente para o experimentar, pois já sabia o que ia fazer.

Respondeu-lhe Filipe: Duzentos denários de pão não bastariam para que cada um deles recebesse pedaço. Outro dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada pequenos e dois peixinhos, mas o que é isto para tantos? Disse Jesus: Mandai o povo assentar-se. Havia muita relva naquele lugar, e assentaram-se os homens, em número de quase cinco mil. Então Jesus tomou os pães, deu graças, e repartiu-os com os que estavam assentados. E fez o mesmo com os peixes. Quando estavam saciados, ele disse aos discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. Recolheram-nos, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobraram aos que haviam comido. Vendo os homens o milagre que Jesus fizera, disseram: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo. Jesus, sabendo que viriam arrebatá-lo para o fazerem rei, tornou a retirar-se, sozinho, para o monte”.

 14 Do que Adiantam esses Poucos Pães e esses Poucos Peixes para Tantas Pessoas? Todo o capítulo seis de João fala sobre o pão da vida. Está escrito na passagem acima que quando Jesus atravessou o mar da Galiléia uma grande multidão O seguiu. E a razão pela qual as pessoas seguiam Jesus era para ver os sinais que Ele realizava curando os enfermos. Quando Jesus subiu nu monte e lá sentou com Seus discípulos, Ele viu uma grande multidão vindo em Sua direção e disse a Felipe: “Onde compraremos pão para toda essa gente?” E Felipe respondeu: “Duzentos denários de pão não bastariam para que cada um deles recebesse um pedaço.” Outro discípulo, André, também disse a Jesus: “Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada pequenos e dois peixinhos, mas o que é isto para tantos?” Tanto

Felipe quanto André só disseram a Jesus qual era a situação realmente. Mas Jesus disse aos discípulos para fazer com que todas as pessoas sentassem na grama. Ele então pegou os cinco pães e dois peixes que o menino levou, os abençoou e os distribuiu a todos que estavam sentados. Mais de 5000 homens comeram pão e peixe naquela ocasião, sem contar as mulheres e as crianças

(Mateus 14:21; Marcos 6:44). Por causa deste milagre as pessoas que estavam naquele lugar tentaram fazer de Jesus o seu rei. O povo de Israel estava sob o domínio de Roma naquela época, e mesmo cultivando a terra eles tinham muito pouco para sobreviver, pois a maioria da colheita era para pagar os impostos do Império Romano. Por isso que foi algo muito normal eles tentarem fazer de Jesus o seu rei. Já que eles mal tinham o que comer, não havia dinheiro também para que eles tratassem das suas enfermidades, e foi por isso que eles seguiam Jesus tão de perto, pois Ele curava suas enfermidades e os saciava totalmente.

Palavra do autor do blog

Como acontece ainda hoje! As pessoas não estão em busca de salvação para a sua alma, e sim soluções dos seus problemas e negócios comerciais e financeiros desta vida, Cristo não pertence a este mundo, portanto devemos busca o Cristo do outro mundo e não deste.

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A REVELAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS



A REVELAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

Por André Martins (www.andremartins.net)

A Bíblia é um livro fascinante. Ela não é como os demais livros que se encontram em qualquer outro lugar. Ela produz resultados práticos. Transforma a vida das pessoas, ilumina o entendimento, traz conforto ao coração humano. A Bíblia revela Deus, pois a Bíblia é o próprio Deus falando conosco.
Já parou para pensar porque é que todos os dias você pode ler a sua bíblia e mesmo assim todos os dias você poder ser ensinado e edificado?

Porque ela é Divina, única, viva, completa, verbal. Vamos ver o que a Bíblia diz sobre a própria bíblia. Em 2 Timóteo 3.16,17 diz: “Toda a escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que todo homem seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”.

Isso não é maravilhoso? A Bíblia diz que Ela pode nos tornar sábios. Ela também diz que ela é proveitosa para nos ensinar. Tempos atrás eu acreditava que não podia conhecer a Bíblia de fato como ela é. E isso me frustrava um pouco, pois eu amava o Senhor e queria compreender aquilo que Ele dizia ao meu respeito. Queria saber quem Deus era, queria entender o que eu lia. Mas cresci com essa falsa idéia que eu tinha que me conformar em saber que eu iria para o céu.

Mas sabe de uma coisa? A Bíblia não é uma charada, um enigma. Deus não está brincando de esconde esconde. O interesse de Deus para nós é que o conheçamos e prossigamos em conhece-lo. Como eu conheço a Deus? Mergulhando na Palavra de Deus. Como eu amo a Deus? Amando a sua Palavra. A Bíblia é a revelação de Deus para o homem.

Revelação é o ato de Deus pelo qual Ele dá a conhecer aquilo que o homem por si só não poderia conhecer.

É bem verdade que o homem natural não pode compreender as coisas de Deus. Já ouvi demais muitos cristãos lendo 1 Coríntios 2.9 e dizendo: Não podemos conhecer a Deus, nem as suas planos para nós. Temos que nos conformar. Mas um dia, lá na glória iremos conhecer o Senhor. Gosto de dizer que depois do verso 9 sempre tem o verso 10!

Você tem que ler a Bíblia como um livro e não pegar um texto fora de contexto e misturar tudo. Você pode interpretar a Bíblia de fato como ela é.

1 Coríntios 2. 12 diz: “ Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente”. Você pode conhecer a Deus! Você tem o Espírito de Deus e Ele te revela aquilo que por Deus te foi dado gratuitamente.

A Bíblia diz em Salmos 119.130: “A revelação das tuas palavras esclarece e dá entendimento aos simples”.

A Bíblia também diz em Atos 20.32: “Agora, pois, encomendo-vos ao Senhor e a palavra da sua graça, que tem poder para vos edificar e dar herança entre todos os que são santificados”.

Estou agora durante esse tempo dando a matéria Doutrinas Básicas pelo Rhema. Cada vez que a ensino, mais eu fico motivado com a Palavra de Deus!

Nós devemos valorizar a doutrina. Devemos amar os ensinamentos que ela nos proporciona. Não tem como você crescer em Deus se o conhecimento doutrinário não estiver habitando ricamente em você. Enquanto eu ensinava na classe sobre a Bíblia e o que ela nos oferece como estilo de vida, uma aluna me chamou a atenção. Eu tinha lido Colossensses 1:9-13, e ao terminar de ler, percebi que essa aluna fora totalmente ensinada pelo Senhor. No término da aula ela veio a mim e disse:

Professor, quando eu lia a Bíblia não entendia nada, e assim ficava desanimada e sem vontade de ler a Palavra. Mas agora eu percebi que eu posso entender a Bíblia. Eu tenho o Espírito de Deus, o conhecimento está disponível para mim. Eu estou animada!
Satanás perdeu aquela vida. A luz chegou no coração dela. Ela não será mais enganada. Isso me deixa ainda mais disposto a ensinar a Palavra. Ensinar para os filhos de Deus que eles podem provar, conhecer e entender que a Bíblia é o livro mais incrível que existe, pois Ela revela e ilumina o nosso coração.

Leia a sua Bíblia!

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O VERDADEIRO DISCÍPULO DE JESUS

VOCÊ É UM VERDADEIRO DISCÍPULO DE JESUS?

A palavra “discípulo” aparece centenas de vezes no Novo Testamento, onde é usada para descrever os seguidores de Jesus com muito mais freqüência do que “cristão” ou “crente”. Um discípulo é uma “pessoa que segue os ensinamentos de um mestre” (Dicionário da Bíblia Almeida). Visto que o mestre dos cristãos é o próprio Jesus, o verdadeiro discípulo aprende e segue a vontade do Filho de Deus. Mas, será que todos que se dizem cristãos são verdadeiros discípulos do Senhor? Ao invés de olhar para outros e criticar hipócritas, vamos examinar as nossas próprias atitudes e ações para ver se nós realmente somos discípulos de Jesus.

Como Jesus Define o Discípulo

Três dos relatos do evangelho incluem as palavras desafiadoras do Cristo: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lucas 9:23; veja Mateus 16:24; Marcos 8:34). Encontramos aqui três elementos essenciais do verdadeiro discipulado, que apresentam desafios enormes:  Negar a si mesmo. Enquanto o mundo e muitas religiões começam com o egoísmo do homem, Jesus exige a auto-negação. As igrejas dos homens convidam as pessoas a realizar seus sonhos de riqueza, felicidade sentimental e posições de honra, mas a mensagem do Senhor é outra. Ele pede que a pessoa negue os seus próprios desejos para fazer a vontade dele. Tomar a sua própria cruz. Jesus veio para oferecer a vida, mas o caminho para a vida passa pelo vale da morte. Não somente a morte do Cristo, mas a nossa também. Paulo disse: “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gálatas 2:19-20). Seguir a Jesus. Várias religiões e filosofias exigem sacrifício e auto-negação. Algumas ensinam “preceitos e doutrinas dos homens” e “rigor ascético” que proíbem coisas que Jesus não proíbe (Colossenses 2:20-23). O benefício não vem de auto-negação em si, ou simplesmente de tomar qualquer cruz. Jesus Cristo é o único caminho que leva à vida eterna (Atos 4:12).

Neste estudo, vamos considerar algumas aplicações práticas destes princípios.

Seguir a Jesus, Não aos Homens: Lealdade

A relação de discípulo e mestre tem sido explorada por homens em muitos movimentos religiosos. O raciocínio é relativamente simples. Tirando alguns versículos do contexto e torcendo um pouquinho o sentido de outros, é fácil ensinar aos adeptos a necessidade de submissão quase absoluta aos homens. Considere esta abordagem: “O discípulo não está acima do seu mestre…. Basta ao discípulo ser como o seu mestre….” (Mateus 10:24-25). Alguns homens na igreja são chamados “mestres” (Atos 13:1; Efésios 4:11; Hebreus 5:12; Tiago 3:1). João teve discípulos (João 1:35). Devemos obedecer aos nossos guias (ou líderes, NVI) e ser submissos a eles (Hebreus 13:17). Utilizando tais versículos, torna-se fácil obrigar os mais novos na fé a seguir quase que cegamente a liderança de homens supostamente espirituais. Vários movimentos religiosos se baseiam em sistemas de discipulado nos quais cada “discípulo” é guiado por um “mestre” ou “discipulador”, num apirâmide ou hierarquia de autoridade humana.

Há vários problemas com este tipo de discipulado: Investe autoridade excessiva em homens. A palavra traduzida “mestre” quer dizer, na maioria das vezes, “professor”. A ênfase está no ensinamento da palavra, não na autoridade de uma pessoa sobre outras. Quando se trata de uma relação que envolve autoridade, as palavras de Jesus são claras e estabelecem a regra que precisamos aplicar hoje: “Vós, porém, não sereis chamados mestres [rabis, NVI], porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos” (Mateus 23:8). Esquece as qualificações dadas por Deus para os líderes. Num sentido limitado, Deus deu responsabilidade de liderança a alguns homens na igreja. No primeiro século, os apóstolos guiavam as igrejas por instrução inspirada e pelo exemplo de imitação de Jesus (1 Coríntios 11:1). Eles iniciaram a prática de escolher presbíteros (também chamados “bispos” e “pastores”-veja Atos 20:17,28; 1 Pedro 5:1-3; Efésios 4:11) em cada igreja (Atos 14:23; Tito 1:5). Poucos homens demonstram as qualificações exigidas por Deus para exercer a função de presbítero ou pastor (veja 1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9). Estes homens têm a responsabilidade de cuidar e presidir ou liderar a igreja (1 Timóteo 3:5; 5:17). São os guias que velam pelas almas das ovelhas (Hebreus 13:17). Ignora as limitações na liderança dos pastores. Mesmo nas igrejas que têm bispos qualificados, estes são limitados na maneira de guiar ou liderar a igreja. Não têm autoridade absoluta, arbitrária ou despótica. Eles não ditam regras; pelo contrário, mostram um exemplo de como seguir as regras do Supremo Pastor (1 Pedro 5:1-4). Confunde o papel de evangelistas. Evangelistas são homens que pregam a boa nova (o evangelho). A autoridade deles é limitada ao trabalho de ensinar, corrigir e exortar pela palavra. As cartas de Paulo aos evangelistas Timóteo e Tito apresentam um modelo de homens que vivem vidas exemplares e pregam fielmente a palavra pura de Jesus (1 Timóteo 4:12-16; 2 Timóteo 4:1-5). Nada sugere uma posição de superioridade sobre os irmãos.

Homens que querem “melhorar” o plano de Deus e dominar sobre outros procurarão apoio nas Escrituras, pervertendo o sentido da palavra do Senhor. Todos os cristãos devem lembrar que temos um só Mestre, e que todos nós somos irmãos (Mateus 23:8).

Assumir Compromisso com Jesus: Conversão

Ser discípulo de Jesus exige um compromisso sério com ele. Em Mateus 28:18-20, Jesus destaca dois aspectos deste compromisso: Batismo para entrar em comunhão com Deus (veja também Atos 22:16; Gálatas 3:27; Romanos 6:3-7).  Obediência absoluta aos ensinamentos de Jesus. Muitas pessoas se dizem seguidores de Jesus sem dar os primeiros passos de obediência à palavra dele. Para sermos discípulos verdadeiros, temos de apresentar os nossos corpos como sacrifícios a ele, sendo transformados e renovados pela palavra do Senhor (Romanos 12:1-2).

Imitar o Caráter do Cristo: Proceder

Uma vez que reconhecemos Jesus como o nosso Mestre, devemos aprender das palavras e do exemplo dele. Um dos propósitos da vinda dele à terra é apresentado em 1 Pedro 2:21-22- “…Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado….”

Como discípulos do perfeito Mestre, devemos nos esforçar para desenvolver o caráter dele, tornando-nos “co-participantes da natureza divina” (2 Pedro 1:4). Assim procuraremos pensar como Jesus pensa, e agir como ele agiria. Que desafio!

Respeitar a Autoridade do Mestre: Obediência

O entendimento da relação do discípulo com o Mestre naturalmente criará em nós um respeito profundo pela vontade do Senhor. Enquanto outros defendem muitas práticas erradas, dizendo que Deus não as proibiu, o discípulo fiel examina com mais cuidado e percebe que a Bíblia não é um livro de proibição e, sim, de permissão. Ao invés de tentar justificar a sua própria vontade, o seguidor de Jesus se limita às coisas que Deus permite, as coisas autorizadas nas Escrituras. Ele percebe, pelo estudo da palavra, que não devemos ultrapassar o que Deus revelou, pois tal abordagem aumenta a arrogância ao invés de demonstrar a humildade de servos do Senhor (1 Coríntios 4:6). Pessoas egoístas seguirão a sua própria sabedoria e dirão que têm liberdade para tratar a Bíblia como uma mensagem “dinâmica” que se adapta à circunstância atual (Provérbios 14:12; Jeremias 10:23; 1 Samuel 13:12). Mas as pessoas espirituais mostrarão respeito maior para com Deus, sabendo que ele é perfeito e perfeitamente capaz de revelar sua vontade aos homens “uma vez para sempre” (Judas 3) para os habilitar “para toda boa obra” (2 Timóteo 3:16-17). O servo fiel entende que o Mestre Jesus recebeu autoridade para mudar a lei, fazendo o que não fora autorizado anteriormente (Hebreus 7:11-14). Mas o discípulo humilde jamais ousaria mudar a lei ou ultrapassar o ensinamento de Jesus (2 João 9).

Buscar a Unidade que Jesus Pede: Cooperação

Jesus quer a unidade dos seus discípulos (João 17:20-23). Esta cooperação não vem por estruturas e regras humanas, e sim por amor a Deus. Homens podem forçar uma conformidade superficial por regras e sistemas de organização e controle. Deus trabalha de outra forma. Ele confia na sua própria palavra para criar a unidade que ele quer (1 Coríntios 1:10). Se cada discípulo continua se aproximando do Senhor, naturalmente estará se unindo cada vez mais aos outros discípulos verdadeiros. Cristãos se reunindo em congregações locais edificam e encorajam um ao outro (Efésios 4:16; Hebreus 10:23-25). Divisão vem quando pessoas seguem diversas revelações (Isaías 19:2-3), ou seguem líderes humanos e não o próprio Senhor (1 Coríntios 1:11-13). Cristo morreu por nós. Somos batizados em Cristo. Ele é o nosso Mestre e o foco das nossas vidas!

Produzir Fruto: Perseverança e Crescimento

O discípulo de Jesus produz fruto (João 15:8). Pelo fato que aceita a palavra de bom e reto coração, e desenvolve a sua fé com perseverança, ele se torna frutífero (Lucas 8:15). O discípulo produz fruto pelas boas obras que faz (Tito 3:14; Efésios 2:10). Produzimos fruto quando obedecemos ao nosso Senhor (Lucas 6:46), progredindo com perseverança (Hebreus 12:1).

Sejamos Discípulos de Jesus!

Reconhecendo o amor de Jesus para conosco, livremo-nos dos sistemas de domínio inventados por homens que querem liderar seus próprios discípulos. Porém, esta liberdade não nos deixa sem responsabilidade de servir. O verdadeiro discípulo de Jesus fará sempre a vontade do Bom Mestre!

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FALSOS PROFETAS

PROVAI OS ESPÍRITOS

Espíritos sedutores… (1Tm 4.1) Ele está se referindo a profetas ou mestres, aplicando-lhes esse título porque se vangloriavam de possuir o Espírito, e ao procederem assim estavam causando impressão sobre o povo. Em geral, é deveras verdade que todas as classes de pessoas falam da inspiração de um espírito, mas não o mesmo espírito que inspira a todos. Pois às vezes Satanás passa por espírito mentiroso na boca dos falsos profetas, com o fim de iludir os incrédulos que merecem ser enganados [1 Rs 22.21-23]. Mas todos quantos atribuem a Cristo a devida honra falam pelo Espírito de Deus, no dizer de Paulo [1 Co 12.3]. Esse modo de expressar-se teve sua origem na reivindicação feita pelos servos de Deus, a saber, que todos os seus pronun¬ciamentos públicos lhes vieram por revelação do Espírito; e, visto que eram os instrumentos do Espírito, lhes foi atribuído o nome do Espírito. Mais tarde, porém, os ministros de Satanás, através de uma falsa imitação, como fazem os símios, começaram a fazer a mesma reivindicação em seu favor, e da mesma forma falsamente assumiram o mesmo nome. Eis a razão por que João diz: “provai os espíritos, se realmente procedem de Deus” [1 Jo 4.1].
Além do mais, Paulo explica o que quis dizer, acrescentando: e doutrinas de demônios, o que equivale dizer: “atentando para os falsos profetas e suas doutrinas diabólicas”. Uma vez mais digamos que isso não constitui um erro de somenos importância ou algo que deva ser dissimulado, quando as consciências dos homens são constrangidas por invenções humanas, ao mesmo tempo que o culto divino é pervertido.
Pela hipocrisia, falam mentiras.(v.2)  Se esta frase for considerada como uma referência aos demônios, então falar mentiras será uma referência aos seres humanos que falam falsamente pela inspiração do diabo. Mas é possível substituí-la por: “através da hipocrisia dos homens que falam mentiras”. Evocando um exemplo particular, ele diz que falam mentiras hipocritamente, e são marcados com ferretes em sua consciência. E devemos observar que essas duas coisas se relacionam intimamente, e que a primeira flui da segunda. As más consciências que são marcadas com o ferrete de seus maus feitos lançam mão da hipocrisia como um refúgio seguro, a saber, engendram pretensões hipócritas com o fim de embaralhar os olhos de Deus. Aliás, esse é o mesmo expediente usado por aqueles que tentam agradar a Deus com ilusórias observâncias externas.

E assim, a palavra hipocrisia deve ser entendida em relação ao presente contexto. Ela deve ser considerada primeiramente em relação à doutrina, e significando que gênero de doutrina é esse que substitui o culto espiritual de Deus por gesticulações corporais, e assim adultera sua genuína pureza, e então inclui todos os métodos inventados pelos homens para apaziguar a Deus ou obter seu favor. Seu significado pode ser assim sumariado: em primeiro lugar, que todos os que introduzem uma santidade forjada estão agindo em imitação ao diabo, porquanto Deus jamais é adorado corretamente através de meros ritos externos. Os verdadeiros adoradores “o adorarão em espírito e em verdade” [Jo 4.24]. E, em segundo lugar, que esse culto externo é uma medicina inútil por meio da qual os hipócritas tentam mitigar suas dores, ou, melhor, um curativo sob o qual as más consciências ocultam suas feridas sem qualquer valia, a não ser para agravar ainda mais sua própria ruína.

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